quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

ENCERRADO

Passei a existir aqui

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tedio existencial

Eu sou, eu estou, aquele bicho do mato que noutra idade correria desenfreada e sem olhar para trás, ate aquele esconderijo no meio do mato. Aquele bicho estranhado e acabrunhado com o mundo das pessoas grandes e longe do conforto existencial. Não digo em estado depressivo, mas longe da alegria em sentir a vida correr. No mundo para ver os outros e sem colo nos lugares ou pessoas, no tédio do corpo onde sei que existo apenas pelo sangue quente e não pelo ferver de emoção que me prenda a vontade. Chorar é o reduto quente do olhar que transtorna ao terminar.

Eu podia tentar desligar, podia ser outra língua, e outra criatura que assola a praia e estridentemente abraca a agua costeira, que bate cheia e serena. Eu podia saltar para um buraco sem fundo, mas para qué perder me quando já não me sinto? Sei que minto porque estou esquecida da minha melodramática existência constante e prisioneira. E liberto me nas palavras inconscientes e julgo-as tao inconsequentes apenas porque não são conscientes. Engano-me nisso porque eu não sou um iceberg totalmente imerso no absinto existencial. É factual as palavras que tento gravar.

As esquinas interiores, estradas e becos sem saída, são os mais difíceis de percorrer. A paisagem é meramente ilustrativa e de entretenimento. Tentamos sempre inventar uma descoberta, algo novo, mas como já disse noutro livro 'já tudo foi inventado menos para nos'. A novidade é so nossa. E ate mesmo para nos esgotamos a novidade e instala se o tedio existencial e um desconsolo do tamanho do mundo que não se consola nem com um filme real 24h sob 24h continuas. Sem intervalos ou pausas de cigarro que nos descansem no querer esse cansaco exaustivo da procura.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade... A dor é inevitável. O sofrimento é opcional



Carlos Drumond de Andrade

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Desconfio que, se disser mar em voz alta o mar entra pela janela

todo o santo dia bateram à porta. não abri, não me apetecia ver pessoas, ninguém.
escrevi muito, de tarde e pela noite dentro.
curiosamente, hoje, ouve-se o mar como se estivesse dentro de casa.
o vento deve estar de feição. a ressonância das vagas contra os rochedos sobressalta-me. desconfio que se disser mar em voz alta, o mar entra pela janela.
sou um homem priveligiado, ouço o mar ao entardecer, que mais posso desejar?
e no entanto, não estou alegre nem apaixonado, nem me parece que esteja feliz.
escrevo com um único fim: salvar o dia.


AL BERTO

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Onde acabas

Tu nao tens fim! fascinante...

Ou como dizia Cazuza, "um veneno anti monotonia"!

O Pedro para o D.Manuel I

"...
Deste Porto Seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500."

Carta de Pero Vaz de Caminha

domingo, 16 de janeiro de 2011

Trabalhar a matéria dura

“Trabalhar a dura matéria, move a
língua; viver quase a sós atrai, pouco a pouco, os absolutamente sós.”


Llansol